No mundo do futebol, é comum ver clubes apostando alto em jovens talentos, sonhando com seu potencial no futuro. Contudo, nem sempre essas promessas recebem as chances esperadas e acabam sem jogar oficialmente pelos times que os contrataram.
Um exemplo marcante dessa realidade é a trajetória do atacante Luidy, contratado pelo Corinthians em 2017 por cerca de R$ 4 milhões após se destacar no CRB de Alagoas. Apesar de ter um contrato de quatro anos, Luidy nunca entrou em campo em uma partida oficial pelo clube paulista. Ele foi emprestado para equipes como Figueirense, Ceará, Londrina e até voltou ao CRB. Ao final do seu contrato, Luidy buscou seus direitos na justiça, pleiteando aproximadamente R$ 724 mil por salários atrasados e outros direitos trabalhistas.
O caso do goleiro brasileiro Samuel Portugal também chama atenção. O FC Porto investiu mais de €4 milhões (cerca de R$ 25 milhões) em sua contratação em 2022, vindo do Portimonense. Apesar de ter assinado um contrato até 2027, Samuel não entrou em campo oficialmente pelo Porto até janeiro de 2025. Durante três temporadas, ele ficou no banco de reservas em apenas 13 dos 136 jogos disputados pelo clube.
Esses são apenas alguns exemplos de jogadores que, mesmo sendo contratados por clubes de renome, nunca tiveram a oportunidade de mostrar seu potencial em jogos oficiais. Essas situações levantam debates sobre a eficácia na gestão e avaliação de jovens talentos por parte dos clubes de futebol.